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Ultradireita lidera e leva eleição na Colômbia ao 2º turno

Contrariando pesquisas eleitorais, Abelardo de la Espriella sai na dianteira do pleito à presidência com 43,74% dos votos. Esquerdista Iván Cepeda fica com 40,90% e também avança.

Eleição polarizada

Antes do pleito, o governo de Petro chegou a acusar o Equador de tentar interferir nas eleições após Quito apresentar a eliminação de tarifas aduaneiras sobre produtos colombianos como um gesto voluntário.

O fim das tarifas havia sido, na verdade, uma exigência da Comunidade Andina das Nações (CAN). Ainda assim, o presidente equatoriano conservador, Daniel Noboa, anunciou a derrubada das medidas aduaneiras numa videochamada ao lado de Espriella, o que foi visto como uma vitória para o ultradireitista.

Os candidatos fizeram campanha com promessas de combater grupos armados e guerrilhas ligadas ao narcotráfico, reduzir a desigualdade e a pobreza e melhorar o sistema de saúde do país — ainda que por caminhos distintos.

Cepeda, filho de um líder comunista assassinado, prometeu buscar a paz com cartéis armados ilegais por meio de negociações, uma política que tem apresentado poucos avanços sob o governo Petro.

De la Espriella, por sua vez, defendeu uma ofensiva dura contra esses grupos, com a proposta de construir 10 “megaprisões”, no mesmo modelo de El Salvador. Além do combate ao crime, prometeu enfrentar a pobreza por meio de investimentos em educação, saúde e habitação social.

Na área social e de saúde, Cepeda propõe uma distribuição mais equitativa da riqueza, com aumento de impostos sobre os mais ricos para financiar a expansão do sistema de saúde. Ele também sugeriu a doação de 1 milhão de hectares e terras a vítimas do conflito interno, que já dura seis décadas.

 

 

 

Publicado originalmente em: https://www.dw.com/pt-br/ultradireita-lidera-e-leva-elei%C3%A7%C3%A3o-na-col%C3%B4mbia-ao-2%C2%BA-turno/a-77368869