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Aquecimento global: que zonas do Chile poderiam terminar sob o mar?

 

Por: Alejandro Sepúlveda / Credito Foto: (Reprodução) / Tradução: Victor Farinelli

“A diferença entre um aumento na temperatura do planeta de 1,5 °C e 2° C marca uma sentença de morte para o nosso país”, disse Aminath Shauna, ministra do Meio Ambiente das Maldivas, durante a última Cúpula do Clima COP26. A frase foi dita no mesmo evento em que essa sentença de morte foi finalmente assinada, já que, com os acordos alcançados, a temperatura média da Terra caminha para um aumento de 2,4 °C no final deste século, e isso sendo otimista, muito otimista.

Assim como as Maldivas, vários outros países correm o risco de desaparecer nas atuais circunstâncias, considerando que a taxa anual de aumento do nível do mar triplicou no século passado, atingindo uma média de 3,7 milímetros por ano, segundo o IPCC (sigla em inglês do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) – esta estatística é uma média mundial, pois há áreas onde esse número é muito maior. Por exemplo, no Pacífico Sul, onde a elevação regional foi de 5 a 11 milímetros no mesmo período.

Mas esses fatos não são nada comparados ao que teremos como resultado gerado pela manutenção dos atuais índices de emissões de gases de efeito estufa, e considerando também os frágeis acordos assinados pelas potências econômicas mais poluentes do planeta. As projeções do IPCC alertam que, em média, o nível do mar pode subir um metro, ou mais, nos próximos 80 anos.

P que isso significa? Que uma série de países insulares desaparecerão sob o mar. Quais? Entre outros: Kiribati (Oceania), Maldivas (Ásia), Vanautu (Oceania), Tuvalu (Oceania), Ilhas Salomão (Oceania), Samoa (Oceania), Nauru (Oceania), Fiji (Oceania), Ilhas Marshall (Oceania), entre outros.

Entre as cidades, estima-se que até o ano de 2050 mais de 570 cidades costeiras do mundo terão que lidar com uma elevação do nível do mar de pelo menos meio metro, colocando em risco quase 800 milhões de pessoas.

Na verdade, Jacarta, capital da Indonésia e lar de 10 milhões de seres humanos, acabará totalmente submersa nas próximas décadas. Por esta razão, o governo desse país deve mover esta cidade da sua localização atual.

Impacto no Chile

Vejamos um dos exemplos mais dramáticos na América do Sul: mais de 46 mil pessoas e 18 mil residências localizadas no litoral chileno estarão sob risco de enchentes em meados deste século (2050), devido à elevação do nível do mar, segundo o estudo “Determinação do risco dos impactos da Mudança Climática nas costas do Chile”, realizada em 2019.

Durante um ano, especialistas de universidades e centros de pesquisa chilenos trabalharam na elaboração do informe mais completo possível, com projeções de ameaça, exposição, vulnerabilidade e risco dos sistemas humanos e naturais da zona costeira em 104 cidades do Chile continental, além dos arquipélagos de Rapa Nui, Juan Fernández e Chiloé.

O trabalho conclui que, no Chile, mais de 970 mil pessoas vivem a menos de 10 metros acima do nível do mar. Neste mesmo parâmetro, estão situadas 546 enseadas, 1.692 áreas úmidas, 256 campos de dunas, 1.172 praias e 156 locais de interesse para a biodiversidade.

Alguns resultados relevantes são apresentados a seguir.

Da população total e habitação na área vulnerável são: 589 blocos censitários vulneráveis, 46.357 pessoas, 17 pontes.

Do total de elementos de infraestrutura, existem: 4.245 pontos na malha rodoviária, totalizando 493 quilômetros; 8 centros de distribuição de energia de hidrocarbonetos; 1 termelétrica e 2 subestações; 53 elementos de infraestrutura sanitária.

Em relação aos equipamentos comuns, existem: 10 edifícios da brigada de incêndio, 7 estabelecimentos de saúde, 49 estabelecimentos de ensino, 5 estabelecimentos policiais.

Neste estudo, foram determinadas as mudanças na posição do litoral em 35 praias, afetando regiões como Antofagasta, Coquimbo, Valparaíso, O’Higgins e Biobío. Os resultados indicam que 80% das praias analisadas no país deverão apresentar estados erosivos.

“A diferença entre um aumento na temperatura do planeta de 1,5 °C e 2° C marca uma sentença de morte para o nosso país”, disse Aminath Shauna, ministra do Meio Ambiente das Maldivas, durante a última Cúpula do Clima COP26. A frase foi dita no mesmo evento em que essa sentença de morte foi finalmente assinada, já que, com os acordos alcançados, a temperatura média da Terra caminha para um aumento de 2,4 °C no final deste século, e isso sendo otimista, muito otimista.

Assim como as Maldivas, vários outros países correm o risco de desaparecer nas atuais circunstâncias, considerando que a taxa anual de aumento do nível do mar triplicou no século passado, atingindo uma média de 3,7 milímetros por ano, segundo o IPCC (sigla em inglês do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) – esta estatística é uma média mundial, pois há áreas onde esse número é muito maior. Por exemplo, no Pacífico Sul, onde a elevação regional foi de 5 a 11 milímetros no mesmo período.

Mas esses fatos não são nada comparados ao que teremos como resultado gerado pela manutenção dos atuais índices de emissões de gases de efeito estufa, e considerando também os frágeis acordos assinados pelas potências econômicas mais poluentes do planeta. As projeções do IPCC alertam que, em média, o nível do mar pode subir um metro, ou mais, nos próximos 80 anos.

P que isso significa? Que uma série de países insulares desaparecerão sob o mar. Quais? Entre outros: Kiribati (Oceania), Maldivas (Ásia), Vanautu (Oceania), Tuvalu (Oceania), Ilhas Salomão (Oceania), Samoa (Oceania), Nauru (Oceania), Fiji (Oceania), Ilhas Marshall (Oceania), entre outros.

Entre as cidades, estima-se que até o ano de 2050 mais de 570 cidades costeiras do mundo terão que lidar com uma elevação do nível do mar de pelo menos meio metro, colocando em risco quase 800 milhões de pessoas.

Na verdade, Jacarta, capital da Indonésia e lar de 10 milhões de seres humanos, acabará totalmente submersa nas próximas décadas. Por esta razão, o governo desse país deve mover esta cidade da sua localização atual.

Impacto no Chile

Vejamos um dos exemplos mais dramáticos na América do Sul: mais de 46 mil pessoas e 18 mil residências localizadas no litoral chileno estarão sob risco de enchentes em meados deste século (2050), devido à elevação do nível do mar, segundo o estudo “Determinação do risco dos impactos da Mudança Climática nas costas do Chile”, realizada em 2019.

Durante um ano, especialistas de universidades e centros de pesquisa chilenos trabalharam na elaboração do informe mais completo possível, com projeções de ameaça, exposição, vulnerabilidade e risco dos sistemas humanos e naturais da zona costeira em 104 cidades do Chile continental, além dos arquipélagos de Rapa Nui, Juan Fernández e Chiloé.

O trabalho conclui que, no Chile, mais de 970 mil pessoas vivem a menos de 10 metros acima do nível do mar. Neste mesmo parâmetro, estão situadas 546 enseadas, 1.692 áreas úmidas, 256 campos de dunas, 1.172 praias e 156 locais de interesse para a biodiversidade.

Alguns resultados relevantes são apresentados a seguir.

Da população total e habitação na área vulnerável são: 589 blocos censitários vulneráveis, 46.357 pessoas, 17 pontes.

Do total de elementos de infraestrutura, existem: 4.245 pontos na malha rodoviária, totalizando 493 quilômetros; 8 centros de distribuição de energia de hidrocarbonetos; 1 termelétrica e 2 subestações; 53 elementos de infraestrutura sanitária.

Em relação aos equipamentos comuns, existem: 10 edifícios da brigada de incêndio, 7 estabelecimentos de saúde, 49 estabelecimentos de ensino, 5 estabelecimentos policiais.

Neste estudo, foram determinadas as mudanças na posição do litoral em 35 praias, afetando regiões como Antofagasta, Coquimbo, Valparaíso, O’Higgins e Biobío. Os resultados indicam que 80% das praias analisadas no país deverão apresentar estados erosivos.

Veja em: https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Mae-Terra/Aquecimento-global-que-zonas-do-Chile-poderiam-terminar-sob-o-mar-/3/52420

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