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O que leva empresas alemãs a investir mais no exterior

Diante dos altos custos de produção e do crescimento lento na maior economia da Europa, lideranças empresariais alemãs avaliam transferir operações ou ampliar investimentos fora do país.

Novos motivos para investir no exterior

No passado, o investimento estrangeiro tendia a fortalecer as operações domésticas, gerando mais empregos no país. Isso era particularmente verdadeiro para investimentos voltados à abertura de novos mercados ou à expansão de vendas e atendimento ao cliente. No entanto, a participação de empresas alemãs que investem no exterior principalmente para o desenvolvimento de mercado vem caindo, de acordo com a pesquisa da DIHK, de 30% para 28%.

“As empresas agora são forçadas a investir no exterior principalmente por razões de custo. Isso com frequência leva a cortes significativos nas unidades domésticas”, disse Treier. O investimento estrangeiro ajuda a reduzir custos, em vez de impulsionar a expansão.

De modo geral, a tendência de investir no exterior está longe de ser clara. A situação atual se assemelharia mais a um movimento lateral. De acordo com o professor Steffen Müller, do Instituto Leibniz de Pesquisa Econômica de Halle (IWH), os investimentos diretos de empresas alemãs no exterior estão “bem abaixo dos níveis máximos”.

Escultura em frente a fachada da sede do Bundesbank em Hamburgo
Estatísticas do Bundesbank dão poucos motivos para crer que um fluxo de capital maior esteja saindo do país. Foto: Karl-Heinz Spremberg/ imageBROKER/picture alliance

À DW, Müller explicou que as estatísticas do Bundesbank – o Banco Central da Alemanha – mostram valores de transações anuais de 120 bilhões de euros (cerca de R$ 700 milhões) entre 2017 e 2022. Em contraste, os números para 2024 são de 80 bilhões e, para 2025, de menos de 100 bilhões de euros. Esses números dão “poucos motivos para supor que um fluxo de capital significativamente maior esteja saindo do país do que nos anos anteriores”.

América perde, Ásia ganha

A pesquisa revela mudanças significativas nos destinos preferenciais dos investimentos alemães no exterior. A América do Norte, em particular, vem perdendo atratividade. A participação de empresas alemãs que planejam investir lá caiu de 48% para 44%.

Ao mesmo tempo, aumentam os investimentos na Ásia. De acordo com a DIHK, a participação de empresas industriais que investem na China está subindo de 31% para 34%. A região Ásia-Pacífico (excluindo a China) também vem ganhando importância, crescendo de 21% para 26%.

“A disputa tarifária com os Estados Unidos está alimentando a incerteza e fazendo com que as empresas adiem decisões”, disse Treier.

zona do euro continua sendo a região mais importante para investimentos de empresas alemãs (64%). A estabilidade, o mercado único comum e a moeda compartilhada oferecem condições confiáveis – um fator particularmente importante nas decisões de investimento em tempos de incerteza geopolítica, como observou o representante da DIHK.